O Banco do Brasil (BBAS3) divulga balanço nesta quarta-feira, 12 de novembro de 2025, com lucro líquido ajustado de R$ 3,8 bilhões no terceiro trimestre. Portanto, o resultado cai 60% ante 3T24 (R$ 9,5 bi), impulsionado por provisões maiores para devedores. Com isso, o ROE fica em 8,4%, estável no trimestre, mas longe dos 21,1% de um ano atrás – menor nível desde 2016.
Fatores da retração Inadimplência avança para 4,2% na carteira (alta de 1,59 p.p. anual), com atrasos >90 dias em 7,78%. Dessa forma, agro e grandes empresas lideram problemas, com recuperações judiciais no campo. Enquanto isso, custo de crédito salta 77,7% para R$ 17,9 bi, ante R$ 10 bi em 3T24. No acumulado, lucro dos 9 meses é R$ 14,9 bi, recuo de 47,2% vs 2024 (R$ 37,9 bi anual recorde).
Carteira e segmentos Crédito expandido atinge R$ 1,278 tri, alta de 7,5% anual, com PF (R$ 350,5 bi, +7,9%), PJ (R$ 453 bi, +8,4%) e agro (R$ 398,8 bi, +3,2%). No entanto, consignado privado impulsiona PF, mas renegociações e cartões elevam riscos. Com isso, margem financeira bruta sobe 1,9% para R$ 26,4 bi.
Revisão de guidance Para 2025, lucro projetado cai para R$ 18-21 bi (de R$ 21-25 bi); custo de crédito para R$ 59-62 bi (alta de R$ 6 bi). Assim, Geovanne Tobias, vice-presidente de finanças, admite “ano de ajustes” com resiliência, mas foco em controle de inadimplência e diversificação. Enquanto isso, receitas de serviços caem 2,6% anual para R$ 8,86 bi.
Estratégias para recuperação BB prioriza gestão de crédito, tecnologia para eficiência e expansão em consignado privado. Dessa forma, analistas como Seu Dinheiro veem estabilidade trimestral positiva, mas alertam para agro. Com isso, ações BBAS3 reagem com leve alta pós-balanços.
Principais destaques do 3T25:
- Lucro ajustado:R$ 3,8 bi (-60% anual)
- Inadimplência:4,2% (alta 1,59 p.p.)
- Carteira agro:R$ 398,8 bi (+3,2%)
- ROE:8,4% (menor desde 2016)
- Guidance 2025: Lucro R$ 18-21 bi
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