*Da Redação*
Líderes europeus e de nações como Canadá e Japão reconheceram neste sábado o plano de paz do presidente Donald Trump. A proposta serve de base para negociações sobre a guerra russa na Ucrânia, mas necessita de “trabalho adicional”.
A declaração reflete esforços para obter acordo mais vantajoso para Kiev. Trump estabeleceu prazo até quinta-feira, Dia de Ação de Graças nos EUA, para resposta.
Posicionamento dos líderes europeus
Reunidos à margem da cúpula do G20, representantes da União Europeia e de países como França, Alemanha, Itália, Reino Unido e Canadá emitiram declaração. Afirmaram que “a versão inicial do plano de 28 pontos inclui elementos importantes” para paz justa e duradoura.
Os países incluem também Holanda, Espanha, Finlândia, Japão e Noruega. Expressam preocupação com as restrições às Forças Armadas ucranianas e reafirmam que “fronteiras não devem ser alteradas pela força”.
Os líderes buscam equilíbrio entre elogios a Trump e reconhecimento de que alguns termos são inaceitáveis para Kiev. Analistas apontam que o plano favorece significativamente a Rússia.
Posição de Merz e Macron
O primeiro-ministro alemão Friedrich Merz afirmou ter explicado a Trump que a Europa deve participar de qualquer processo para encerrar a guerra. Destacou que o colapso ucraniano impactaria toda a política europeia.
O presidente francês Emmanuel Macron corroborou posição alemã. Disse que o plano “é positivo” mas “precisa ser revisto” porque não foi negociado com europeus e exige consulta mais ampla.
Declaração de Ursula von der Leyen
A presidente da Comissão Europeia manifestou apoio ao plano americano neste sábado. Observou que o texto é preliminar e demanda esforços complementares para viabilização.
Von der Leyen afirmou que o rascunho “inclui elementos importantes” mas “exigirá trabalho adicional”. Reiterou princípio de que fronteiras não devem ser alteradas pela força.
A líder alertou sobre limitações às Forças Armadas ucranianas que deixariam o país vulnerável. Também destacou necessidade de autorização de membros da UE e Otan.
Resposta da Ucrânia
Enquanto líderes europeus elaboravam resposta coordenada, Ucrânia antecipou negociações com funcionários americanos de alto escalão na Suíça. Comunicado afirmou que “Ucrânia jamais será obstáculo à paz”.
O presidente Volodmir Zelenski rejeitou o plano americano na sexta-feira. Disse que seu país enfrentava escolha entre perder dignidade ou apoio de Washington.
Conselheiros de segurança nacional da França, Alemanha, Reino Unido e Itália participariam de reunião em Genebra neste domingo com representantes dos EUA e Ucrânia.
Postura de Trump
Na sexta, Trump desafiou Ucrânia, exigindo que Zelenski aprovasse plano de 28 pontos até quinta-feira. A proposta exige cessão territorial, limites às Forças Armadas e renúncia às ambições de ingressar na Otan.
Neste sábado, porém, Trump moderou discurso ao ser questionado por jornalistas. Afirmou que o plano não era sua “oferta final à Ucrânia” e que era necessário “acabar com isso”.
Posição de Putin
O presidente russo Vladimir Putin descreveu o plano como base para resolução do conflito. Moscou, porém, pode se opor a algumas propostas que exigem retirada de suas forças de áreas capturadas.
Zelenski preparou população para “dias difíceis” em pronunciamento à nação. Afirmou que lutaria para que dignidade e liberdade dos ucranianos não fossem negligenciadas no acordo.
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