A China anunciou neste sábado (29) uma inspeção nacional de segurança contra incêndios em prédios altos em todo o país.
A decisão vem após o incêndio em Hong Kong que deixou pelo menos 128 mortos em um conjunto habitacional em Tai Po.
O que o governo chinês vai inspecionar
O Ministério de Gerenciamento de Emergências informou que dará atenção especial a prédios em obras e a reformas internas.
Segundo o órgão, a inspeção nacional contra incêndios na China vai focar:
- Reformas nas paredes externas;
- Modificações internas em apartamentos e áreas comuns;
- Materiais inflamáveis usados em sistemas de isolamento externo;
- Materiais de construção proibidos, como andaimes de bambu;
- Equipamentos de segurança contra incêndio;
- Rotas de retirada e saídas de emergência.
“Devemos fortalecer de forma abrangente o gerenciamento da segurança contra incêndios de prédios altos para proteger efetivamente a vida e a propriedade das pessoas”,
afirmou o ministério em comunicado.
O Comitê de Segurança do Trabalho do Conselho de Estado enviou um aviso às autoridades locais para iniciarem imediatamente a inspeção.
As cidades devem fazer vistorias completas e adotar ações corretivas imediatas sempre que identificarem risco à segurança.
Contexto político: pressão após tragédias recentes
As autoridades chinesas seguem muito sensíveis a incidentes que possam afetar a estabilidade social.
Em 2022, um incêndio em Xinjiang matou 10 pessoas e gerou protestos em todo o país, em meio às rígidas restrições da Covid‑19.
Agora, o incêndio em Hong Kong vira um novo teste para o controle de Pequim sobre a cidade.
Por isso, o governo central procura responder rápido e mostrar que dá máxima prioridade ao caso.
Como foi o incêndio em Hong Kong
O incêndio atingiu o conjunto Wang Fuk Court, em Tai Po, Hong Kong, na quarta‑feira.
As chamas espalharam rapidamente e alcançaram sete dos oito blocos de 32 andares do complexo.
Os prédios estavam em reforma, com andaimes de bambu ao redor das torres e materiais de isolamento de espuma nas estruturas.
Esses itens, segundo especialistas, podem ter alimentado o fogo.
Imagens mostram fogo e fumaça consumindo os andaimes que cruzavam vários edifícios, enquanto moradores tentavam deixar a área às pressas.
As investigações continuam, mas o episódio já levou Pequim a rever práticas de construção e reforma em prédios altos em toda a China.

