Da Redação
A Polícia Militar de Mato Grosso, por meio do 5º BPM, atendeu ocorrência de violência doméstica psicológica e patrimonial na tarde de sábado (29), aproximadamente às 17h15, na Vila Aurora.
O atendimento integra a Operação Tolerância Zero às Facções Criminosas. A ação envolveu duas partes em conflito doméstico de longa data.
Histórico de convivência e separação prolongada
A denunciante relatou estar separada do ex-marido há mais de 12 anos. Apesar da separação, mantiveram convivência cordial, permitindo pernoites esporádicos no imóvel para proximidade com os filhos.
O suspeito reside atualmente em outro estado e viaja com frequência, retornando ocasionalmente à cidade.
Agressões emocionais e pressão patrimonial
Segundo a vítima, o ex-companheiro a agride psicologicamente há anos desde a separação. Ela afirma que ele utiliza os filhos para atingi-la emocionalmente, permitindo comportamentos inadequados da criança mais jovem.
A denunciante relata que o ex se omite em responsabilidades parentais, como acompanhar a filha em aulas de inglês. Essa conduta causaria abalo emocional significativo, conforme seus relatos.
Uso do imóvel como instrumento de coação
O apartamento onde reside com os filhos foi adquirido em nome do ex-marido, destinado à moradia da família. Atualmente, o ex-esposo teria afirmado sua propriedade como justificativa para exigir saída.
Essa conduta configura, na percepção da vítima, instrumento de coação econômica. O objetivo seria retirar sua autonomia e criar pressão para abandono do imóvel.
A mulher declarou aos policiais que essas atitudes causam sofrimento profundo e humilhação contínuos. O episódio do sábado representou, conforme seu depoimento, o limite de tolerância.
Versão divergente do suspeito
O ex-marido apresentou narrativa diferente dos fatos relatados. Informou que estava pendurado um quadro e decorando uma árvore de Natal quando a ex-esposa iniciou discussão.
Ele alega tratamento adequado aos filhos e afirma que teve instrumento de trabalho danificado durante o conflito ocorrido no imóvel.
Encaminhamento às autoridades competentes
Diante das versões conflitantes, a Polícia Militar encaminhou ambas as partes à 1ª Delegacia de Polícia. O procedimento segue os protocolos da Lei Maria da Penha.
Uma guarnição conduziu a vítima enquanto outra levou o suspeito sem algemas e sem apresentar lesões corporais visíveis no momento do registro.
O boletim de ocorrência não detalha informações sobre passagens criminais anteriores do denunciado.
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