Da Redação
O milho de verão segue sua trajetória de expansão no Triângulo Mineiro. O ciclo é marcado por ajustes na janela de plantio e manejo criterioso para manter os desempenhos anteriores. Apesar de interrupções no ritmo das semeaduras, o trabalho em campo permanece consistente.
Preparação cuidadosa na Fazenda São Joaquim
A Fazenda São Joaquim, localizada em Uberlândia, destinou 2,5 mil hectares para o cereal. Os talhões semeados nos períodos iniciais já apresentam vigor evidente. O objetivo é reproduzir o rigor que proporcionou recorde histórico na safra anterior.
João Francisco da Silva, engenheiro agrônomo e gerente da propriedade, coordena a primeira cobertura conforme cronograma estabelecido. A aplicação de sulfato ocorre nos estágios iniciais e posteriores do desenvolvimento da planta.
“O milho tem uma idade de definição de produção. Quanto mais cedo se aplica, melhor a resposta”, explica Silva. Após o sulfato, seguem as aplicações de ureia e cloreto de potássio.
Metas ambiciosas e mercado em observação
A meta é superar a marca de 211 sacas por hectare registrada no milho de verão anterior. O milho safrinha da mesma propriedade atingiu 145 sacas por hectare. Silva espera repetir ou ultrapassar esses números.
Este ano apresenta diferenças nas condições climáticas comparado ao ciclo passado. Chuvas distribuídas permitiram plantio contínuo em 2024, diferente deste ano. As interrupções geram expectativas e incertezas entre os agricultores.
Região mantém padrão elevado de produtividade
Pedro Santiago, representante comercial da Agroeste, destaca que a região preserva alto patamar produtivo. A escolha mais criteriosa de híbridos e estratégias refinadas de manejo contribuem para esse desempenho.
“É raro encontrar áreas com menos de 200 sacas por hectare. A região opera em 200 sacas ou acima disso”, ressalta Santiago. Algumas regiões alcançam 250 a 260 sacas por hectare.
Preços não acompanham desempenho produtivo
O sucesso produtivo contrasta com os preços vigentes no mercado. A Fazenda São Joaquim registra média histórica de venda em R$ 75, mas valores atuais giram em torno de R$ 60 por saca.
Silva mantém expectativa de melhora durante a colheita. A aposta dos produtores concentra-se na valorização futura e em resultados produtivos satisfatórios para garantir rentabilidade da safra.
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