Da Redação
O ex-ministro da Economia de Cuba, Alejandro Gil, recebeu condenação à prisão perpétua nesta segunda-feira (8). O Supremo Tribunal Popular o julgou culpado por espionagem, encerrando processo que envolveu um dos principais nomes do governo Miguel Díaz-Canel até o escândalo emergir em 2024.
Acusações e condenação
Segundo a corte, Gil utilizou sua posição ministerial para obter vantagens pessoais. O tribunal afirmou que o ex-dirigente movimentou recursos de empresas internacionais e influenciou agentes públicos para favorecer esquemas ilícitos.
Além da condenação por espionagem, Gil recebeu sentença de 20 anos por corrupção. As acusações incluem falsificação de documentos, tráfico de influência, suborno e sonegação fiscal, que cumpirá simultaneamente à pena de prisão perpétua.
Trajetória política e queda
O ex-ministro era considerado um dos aliados mais próximos de Díaz-Canel e comandou a reforma monetária de 2021. A medida substituiu o peso conversível e reorganizou o sistema cambial cubano, porém associou-se à escalada inflacionária do país.
Sua condenação marca um episódio raro entre a cúpula governamental cubana. A defesa dispõe de dez dias para apresentar recurso contra a sentença.
Precedentes históricos
O caso evoca 1989, quando o general Arnaldo Ochoa, celebrado nome da Revolução, foi julgado e executado por tráfico de drogas. Aquele episódio marcou um dos períodos mais severos da repressão interna do regime cubano.
Radar364 – O Seu Portal de Notícias de Rondonópolis e Região.

