Da Redação
A Operação Tolerância Zero às Facções Criminosas, da Polícia Militar de Mato Grosso, registrou uma ocorrência envolvendo um menor com cigarro eletrônico em escola militarizada em Rondonópolis. O caso aconteceu nesta quinta‑feira (11/12), às 16h30, na Escola Bombeiro Militar Dom Pedro II, no bairro Vila Nossa Senhora do Amparo.
Desde o início, escola, família, Conselho Tutelar e Polícia Militar atuaram de forma conjunta para registrar o fato e orientar o adolescente.
Como a escola e a Polícia Militar atuaram no caso
Segundo o corpo docente, a direção recebeu denúncia de que o estudante usava um cigarro eletrônico (vape) da marca Ignite dentro da escola. Diante da informação, a equipe pedagógica acionou os protocolos internos de disciplina e informou uma guarnição da PM.
Em seguida, os profissionais chamaram o aluno até a sala da coordenação pedagógica militar. Nessa sala, o adolescente apresentou o dispositivo eletrônico e retirou o vape de dentro da própria mochila, entregando o objeto à equipe da escola.
A direção relatou que o estudante já se envolveu antes em situação semelhante, também ligada ao uso de vape. Em conversa com a coordenação e com os policiais, o menor afirmou que recebeu o cigarro eletrônico do tio. No entanto, ele negou que tenha utilizado o aparelho dentro da sala de aula ou em outros espaços da escola.
A guarnição registrou a ocorrência no contexto da Operação Tolerância Zero às Facções Criminosas, que reforça a presença da Polícia Militar em áreas sensíveis e em ambientes escolares, com foco na prevenção de condutas de risco.
Acompanhamento da família e do Conselho Tutelar
Depois da abordagem inicial, os policiais conduziram o menor para o registro formal da ocorrência, sem qualquer lesão corporal. A avó do adolescente acompanhou todo o procedimento e permaneceu com o neto durante a elaboração dos documentos pela equipe policial e pela escola.
Ao mesmo tempo, o corpo docente da Escola Bombeiro Militar Dom Pedro II elaborou uma ata escolar detalhando o fato, conforme as normas internas da unidade de ensino. Esse registro passa a integrar o histórico disciplinar do estudante dentro da escola.
Além disso, o Conselho Tutelar também foi acionado. Uma conselheira compareceu à escola, conversou com o adolescente e com a avó e orientou a família sobre as medidas de proteção previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Conforme o boletim de ocorrência, o jovem não possui passagens criminais anteriores. Ainda assim, a escola já identificou reincidência em relação ao uso de vape no ambiente escolar. Dessa maneira, o caso reforça o trabalho integrado entre comunidade escolar, rede de proteção e forças de segurança para coibir o uso de dispositivos eletrônicos por menores e para prevenir situações mais graves.
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