Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu
10/11/2025
REUTERS/Ronen Zvulun
” data-medium-file=”https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2025/12/2025-12-24T175406Z_1_LYNXMPELBN0K9_RTROPTP_4_ISRAEL-PALESTINOS-INVESTIGACAO-ATAQUE.jpg?fit=300%2C200&quality=70&strip=all” data-large-file=”https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2025/12/2025-12-24T175406Z_1_LYNXMPELBN0K9_RTROPTP_4_ISRAEL-PALESTINOS-INVESTIGACAO-ATAQUE.jpg?fit=1272%2C848&quality=70&strip=all”>O parlamento israelense deu um sinal verde inicial nesta quarta-feira para uma investigação conduzida pelo governo sobre o ataque surpresa do Hamas ao sul de Israel, em 7 de outubro de 2023, em vez da apuração independente exigida pelas famílias das vítimas.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu resistiu aos apelos para a criação de uma comissão estatal que investigue as falhas de Israel no período que antecedeu o 7 de outubro. Ele não assumiu qualquer responsabilidade pelo ataque que desencadeou a guerra de dois anos em Gaza.
A coalizão governante votou nesta quarta-feira a favor de um projeto de lei que concede aos membros do parlamento a autoridade para escolher os membros de um painel de inquérito e dá ao gabinete de Netanyahu o poder de definir seu mandato.
Os críticos afirmam que a medida contorna a Lei de Comissões de Inquérito de Israel de 1968, segundo a qual o presidente do Supremo Tribunal nomeia um painel independente para investigar as principais falhas do Estado, como as que precederam a Guerra do Yom Kippur, de 1973.
Sobreviventes e familiares das vítimas do ataque do Hamas lançaram uma campanha contra a investigação proposta, argumentando que somente uma comissão estatal pode levar os responsáveis à justiça.
“Este é um dia de desastre para todos nós”, disse Eyal Eshel, que perdeu sua filha quando militantes do Hamas invadiram a base militar onde ela servia. “A justiça deve ser feita e a justiça será feita”, disse ele no Knesset, o parlamento israelense, antes da votação.
Pesquisas demonstraram amplo apoio público à criação de uma comissão estatal para investigar a maior falha de segurança do país em décadas.
Netanyahu afirmou na segunda-feira que um painel nomeado de acordo com o novo projeto de lei, por autoridades eleitas tanto da oposição quanto da coalizão, seria independente e conquistaria ampla confiança pública.
Mas a oposição israelense já declarou que não cooperará com o que descreve como uma tentativa da coalizão de Netanyahu de encobrir a verdade em vez de revelá-la. A oposição argumenta que a investigação acabaria sendo controlada por Netanyahu e sua coalizão.
O novo projeto de lei afirma que, se os políticos não chegarem a um acordo sobre o painel, sua composição será decidida pelo presidente do parlamento, que é aliado de Netanyahu e membro de seu partido, o Likud.
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