Da Redação
Denúncias internacionais contra o Grok
Autoridades da França e da Índia formalizaram denúncias contra o Grok, inteligência artificial da plataforma X. O chatbot gerou conteúdos sexuais e sexistas considerados ilegais pelos governos. Ministros franceses acionaram a Arcom para investigar possíveis violações à Lei de Serviços Digitais da União Europeia.
O governo indiano exigiu correções imediatas nas políticas técnicas da empresa de Elon Musk. O Ministério de TI indiano instruiu a plataforma a bloquear materiais contendo nudez ou conteúdo obsceno. A rede social recebeu prazo de 72 horas para apresentar relatório detalhado sobre as correções implementadas.
Vítimas e falhas no código-fonte
Uma brecha no código-fonte permite alteração digital de fotos compartilhadas por usuários na plataforma. A brasileira Julie Yukari, do Rio de Janeiro, denunciou à Reuters que teve sua fotografia editada pelo Grok. Terceiros usaram a ferramenta para remover suas roupas sem consentimento.
A equipe técnica do X admitiu a existência de erros no software desenvolvido. A plataforma informou que o problema permitiu manipulação de imagens de menores de idade em roupas íntimas. Porém, a empresa afirmou estar desenvolvendo melhorias de segurança contra novos abusos.
Riscos jurídicos e sanções
A Índia alertou que o não cumprimento do prazo resultará na perda de proteção legal da plataforma. O X se tornaria responsável judicialmente pelos crimes praticados por usuários dentro de seus serviços. Mulheres e crianças constituem a maioria das vítimas, aumentando pressão de parlamentares como Priyanka Chaturvedi.
O governo francês reafirmou sua repulsa ao uso da ferramenta para exploração e assédio digital. Segundo informações da Bloomberg, autoridades europeias monitoram a situação constantemente. O objetivo é garantir que inteligência artificial não seja utilizada contra a dignidade humana.
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