*Da Redação*
A Meta anunciou o fechamento de estúdios de realidade virtual e a demissão de mais de mil funcionários. A decisão marca uma virada estratégica na empresa, redirecionando recursos para inteligência artificial. O Reality Labs, divisão responsável pelo metaverso, sofre reorganização significativa.
Motivação e dimensão dos cortes
Segundo comunicado interno do chefe de tecnologia Andrew Bosworth, os cortes representam aproximadamente dez por cento do Reality Labs. A divisão contava com cerca de quinze mil colaboradores antes da reestruturação. As metas de eficiência tornaram-se mais rígidas.
O fechamento atinge estúdios de games de realidade virtual adquiridos recentemente. Armature Studio, Sanzaru Games e Twisted Pixel serão encerrados ou significativamente reduzidos. Esses desenvolvedores criavam conteúdo exclusivo para os headsets Quest da empresa.
Quais estúdios continuam operando
O estúdio do Supernatural VR Fitness terá operações congeladas, mantendo apenas suporte básico. A Meta confirmou que cinco estúdios permanecerão ativos e prioritários para a companhia. A seleção privilegia projetos com maior potencial comercial.
Os estúdios mantidos são: Beat Games (responsável pelo Beat Saber), BigBox, Camouflaj, Glassworks e OURO. Esses continuarão desenvolvendo títulos consolidados com melhor retorno financeiro.
Meta abandona os videogames imersivos?
A empresa nega abandono total do segmento de realidade virtual. Segundo memorando de Tamara Sciamanna, diretora da Oculus Studios, videogames permanecem centrais no ecossistema Quest. Porém, o modelo muda significativamente.
A Meta prioriza parcerias com desenvolvedoras terceiras e estúdios independentes. A empresa focará em infraestrutura, hardware e ferramentas de desenvolvimento. Essa abordagem reduz custos fixos enquanto mantém catálogo ativo.
Prioridade em inteligência artificial e dispositivos vestíveis
A reorientação estratégica aponta para tecnologias de inteligência artificial embarcada. Os óculos Ray-Ban Meta ganham destaque como porta de entrada para computação espacial. A empresa reduz investimento em realidade virtual pura.
O memorando interno indica aceleração do uso de IA em tecnologias vestíveis. Meta dedica menos recursos ao hardware exclusivamente voltado para metaverso. Equipamentos conectados ao cotidiano, como óculos inteligentes, ganham prioridade orçamentária até 2026.
Futuro do metaverso sob revisão
O conceito de metaverso defendido desde 2021 entra em fase de revisão prática. O investimento direto em mundos virtuais proprietários tenderá a diminuir. O foco recairá sobre tecnologias imersivas integradas em múltiplos dispositivos.
A trajetória da Meta pode influenciar outros players de realidade virtual e aumentada globalmente. Estúdios independentes e fabricantes de hardware poderão revisar estratégias. Ciclos futuros de investimento em metaverso dependerão de rentabilidade, maturidade de IA e resposta do público.
Radar364 – O Seu Portal de Notícias de Rondonópolis e Região.


