Da Redação
A “Caminhada pela Justiça e Liberdade”, liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), tornou-se alvo de ação judicial. Parlamentares do PT solicitaram à Polícia Rodoviária Federal (PRF) a suspensão do ato que percorre a BR-040 desde segunda-feira (19/1). O protesto reacende debate sobre segurança viária e limites para manifestações em rodovias federais.
Contestação ao uso da rodovia federal
O ponto central envolve a utilização da BR-040, via com alto fluxo de veículos pesados interligando importantes regiões. Aliados de Nikolas Ferreira alegam caráter pacífico e legal da manifestação. Petistas argumentam que o formato escolhido coloca vidas em risco e exige resposta rápida do poder público.
Deputados do PT acionam a PRF
Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) protocolaram pedido na quarta-feira (21/1) para impedir continuidade do protesto. No documento, descrevem a situação como “grave, inaceitável e irresponsável”. Apontam riscos à integridade física de participantes e motoristas que circulam pela rodovia.
Argumentação dos petistas perante autoridades
Os parlamentares afirmam que a caminhada ocorre “sem comunicação prévia às autoridades competentes”. Argumentam que manifestações políticas são legítimas, mas não devem colocar pessoas em perigo. Enfatizam que a intervenção solicitada teria caráter de proteção ao espaço público.
Os deputados destacam que enquanto o ato ocorre, governo federal e Congresso trabalham em pautas como isenção do Imposto de Renda e revisão da escala 6×1. Sugerem contraste entre agendas políticas em disputa.
Objetivos da marcha anunciados por Nikolas
O deputado apresenta a caminhada como mobilização em defesa de aliados políticos contra o que classifica como injustiças do sistema. Bandeiras incluem defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e apoio a presos dos eventos de 8 de janeiro.
Ferreira afirma que o protesto pretende “acordar o povo brasileiro” para decisões judiciais que considera controversas. A estratégia combina simbolismo religioso e político, com registro em redes sociais reforçando narrativa de ato pacífico, com encerramento previsto em Brasília no domingo (25/1).
Medidas solicitadas à PRF e outros órgãos
Os deputados solicitam à PRF “medidas administrativas urgentes” para suspender ou redirecionar o trajeto enquanto houver risco à segurança. A expressão “alertar não substitui agir” resume a cobrança por providências concretas.
Além da PRF, solicitam envio de autos para Polícia Federal, Procuradoria-Geral da República (PGR), ANAC, DNIT e ANTT. A estratégia busca responsabilizar organizadores em caso de acidentes e criar precedentes para futuras manifestações em rodovias federais.
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