Da Redação
Rejeição a forças independentes
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, descartou a criação de um exército exclusivamente europeu. Durante discurso no Parlamento Europeu em Bruxelas, ironizou defensores da ideia. A posição ocorre em meio a incertezas sobre o compromisso dos EUA com a segurança europeia.
Rutte argumenta que uma força separada enfraqueceria a defesa coletiva do continente. Alertou que Vladimir Putin seria o maior beneficiado pela fragmentação militar no Ocidente. A dispersão de recursos dificultaria a resposta coordenada contra ameaças externas.
Custos e dependência nuclear
Segundo Rutte, a Europa gastaria acima de 5% do PIB em defesa para agir sozinha. Os países precisariam desenvolver capacidades nucleares próprias com custos bilionários. Abrir mão do escudo nuclear americano deixaria o continente vulnerável.
A recomendação é aumentar investimentos em defesa dentro da estrutura da Otan. Duplicar comandos e contingentes tornaria a logística militar complexa e ineficiente. A parceria transatlântica permanece como melhor estratégia de proteção.
Pressão diplomática e Trump
Ministros europeus como José Manuel Albares propuseram uma força militar independente. Rutte minimizou preocupações sobre isolacionismo americano, reafirmando compromisso dos EUA. Mesmo com exigências de Trump, a aliança mantém seu caráter histórico.
O foco em 2026 será aumentar gastos de defesa nacionais conforme demandas da Casa Branca. A Otan considera um exército europeu independente um erro estratégico prejudicial. A coordenação transatlântica segue sendo essencial para a liberdade continental.
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