Da Redação
Chuvas recorrentes e volumes elevados em Mato Grosso reduziram o ritmo das operações agrícolas na semana de 18 a 24 de janeiro. A instabilidade climática impactou principalmente a colheita da soja e a semeadura do algodão, conforme boletim da AMPA.
Apesar dos desafios climáticos, o plantio de algodão mantém o calendário esperado. As lavouras já implantadas apresentam boa germinação, estande adequado e estabelecimento inicial satisfatório em todas as regiões monitoradas.
Avanço de semeadura supera média histórica
Até 23 de janeiro, Mato Grosso havia plantado 47,80% da área de algodão prevista para a safra 2025/26. O avanço semanal foi de 18,76 pontos percentuais, superando significativamente o mesmo período do ano anterior.
A região sudeste lidera com 59,89% da área plantada. Noroeste alcança 48,62%, enquanto médio-norte registra 44,70% e oeste 44,58% de implementação da cultura.
O desempenho atual supera em 19,23 pontos percentuais o registrado em janeiro de 2025. A média histórica das últimas cinco safras é de apenas 37,53%, confirmando o ritmo acelerado.
Colheita de soja limita liberação de áreas
A colheita da soja avançou de forma pontual, limitada pelas janelas de tempo firme disponíveis. Produtividades variaram entre 53 e 87 sacas por hectare, sem perdas significativas por eventos climáticos.
A permanência da soja em final de ciclo está postergando a liberação de áreas para algodão, principalmente nas lavouras de segunda safra, contribuindo para desaceleração momentânea.
Pressão de pragas aumenta significativamente
Com o avanço da colheita de soja, a pressão fitossanitária intensificou-se em praticamente todas as regiões monitoradas. O bicudo-do-algodoeiro apresentou elevação consistente nas armadilhas de captura.
As médias de captura variaram de 1,3 a mais de 6 insetos por armadilha, caracterizando alta população residual. Ações de manejo imediato incluem monitoramento contínuo, instalação de armadilhas e aplicações de defensivos conforme recomendação técnica.
Além do bicudo, foram registradas ocorrências relevantes de mosca-branca, percevejos, tripes, pulgões e lagartas. A migração da mosca-branca da soja para o algodão exige manejo preventivo e corretivo conforme níveis de infestação.
Risco fitossanitário acompanha potencial produtivo
O cenário atual combina potencial produtivo promissor com elevado risco fitossanitário durante o estabelecimento do algodão. A AMPA reforça necessidade de atenção redobrada dos produtores e coordenação regional das ações.
A adoção rigorosa do manejo integrado de pragas é determinante para preservar o desenvolvimento das lavouras e reduzir impactos sobre a produtividade da safra 2025/26.
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