Da Redação
O Ministério Público de São Paulo solicitou à Justiça o julgamento por júri popular dos 13 policiais militares envolvidos na morte de nove jovens. O caso ocorreu durante um baile funk em Paraisópolis, na capital paulista, em 1° de dezembro de 2019.
Pedido do Ministério Público
A promotora de Justiça Luciana André Jordão Dias apresentou o requerimento durante audiência de instrução no Tribunal de Justiça. Segundo a promotoria, os elementos coletados demonstram assunção de risco de morte pelos agentes.
Os policiais estão acusados de lesões corporais e homicídios triplamente qualificados. As qualificadoras incluem motivo torpe, meio que impossibilitou defesa das vítimas e associação com perigo comum.
Argumentos da Promotoria
A promotora afirma que os agentes fecharam vias ao redor do local, impedindo fuga e instalando pânico. Também sustenta que houve uso desproporcional de força pela corporação.
Segundo o Ministério Público, a multidão foi encurralada e empurrada para a Viela do Louro, espaço inadequado para tal volume de pessoas presentes no baile.
O Julgamento por Júri Popular
O júri popular é órgão constitucional com competência exclusiva para julgar crimes dolosos contra a vida. Sete jurados selecionados entre a população decidem sobre culpa ou inocência dos réus.
A Chacina de Paraisópolis
Nove jovens morreram durante baile funk no bairro de Paraisópolis em dezembro de 2019. As vítimas tinham entre 14 e 23 anos de idade.
A Polícia Militar alegou reação a ataque de criminosos que dispararam contra viaturas. Porém, famílias contestam a narrativa oficial sobre as circunstâncias das mortes.
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