Da Redação
A larva-minadora aparece com frequência crescente nas lavouras de soja mato-grossenses. O inseto se instala nas folhas e compromete significativamente o desenvolvimento das plantas. Técnicos e produtores apontam a necessidade de vigilância constante nas próximas safras.
Danos às folhas e riscos de doenças
O inseto causa lesões nas folhas que parecem mapas geográficos, reduzindo a fotossíntese das plantas. Essa redução de área foliar cria ambiente favorável para o surgimento de outras doenças fúngicas como mancha-alvo e cercospora.
Consultor agrícola de Nova Mutum, Cledson Guimarães Dias Pereira explica que a associação com outras doenças representa o maior perigo. A praga já foi mais frequente em feijão e algodão, migrando agora para a soja.
Identificação em diferentes regiões
Produtores do meio-oeste mato-grossense já registram a presença da larva-minadora em suas propriedades. Apesar das quantidades pequenas até o momento, especialistas classificam o cenário como motivo de preocupação.
O presidente do Sindicato Rural de Diamantino, Altemar Kroling, destaca que a praga é inédita em soja no estado. A adaptação da larva-minadora às condições locais abre perspectiva de problemas mais graves futuros.
Controle viável e monitoramento necessário
Especialistas garantem que o controle da praga é totalmente possível quando realizado no momento apropriado. Duas aplicações do produto correto no início do ataque eliminam a ameaça completamente.
O monitoramento preventivo deve integrar a rotina obrigatória nas lavouras, conforme orienta Yuri Nunes Cervo, da Aprosoja MT. Identificar os primeiros sintomas e agir rapidamente evita complicações maiores.
A larva-minadora também já foi detectada em estados norte-americanos como Missouri e Nebraska. Essa disseminação internacional reforça a importância da vigilância entre produtores brasileiros.
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