Da Redação
Alerta para doenças fúngicas
Produtores de algodão em Mato Grosso enfrentam aumento significativo de riscos fitossanitários. O volume de chuvas registrado no final de janeiro acelerou a proliferação de fungos prejudiciais às lavouras.
A Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) identifica a “mela” como principal ameaça. A doença ataca plantas na fase inicial e pode causar morte imediata das plântulas.
Outros patógenos em expansão
O relatório técnico da Ampa aponta que o calor associado à umidade favorece insetos como mosca-branca e pulgões. O bicudo-do-algodoeiro permanece como a maior ameaça à produtividade da safra.
O tombamento das plantas, provocado pelo patógeno Rhizoctonia solani, exige resposta rápida dos agricultores. A prevenção surge como estratégia essencial para evitar perdas expressivas.
Evolução do plantio e germinação
Até 30 de janeiro, o algodão ocupava 67,75% da área estimada no estado. A região Sudeste liderava o avanço com 73,15%, enquanto o Nordeste registrava 59,79% do plantio previsto.
A germinação das sementes apresenta resultados positivos na maioria das regiões. Atrasos pontuais no cronograma de semeadura foram registrados na última semana de janeiro.
Manejo integrado como solução
Especialistas recomendam foco em medidas preventivas e estratégias integradas de controle. O objetivo é proteger o potencial das lavouras em desenvolvimento e garantir qualidade da fibra.
O presidente da Ampa, Orcival Guimarães, destaca a importância de manter estratégias integradas. A eficiência no controle inicial determinará o sucesso da colheita nos próximos meses.
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