Da Redação
Pesquisa do Instituto Sou da Paz e Instituto Igarapé revelou a falta de transparência sobre circulação de armas nos estados brasileiros. O levantamento evidencia que o controle de armamentos não constitui prioridade nas gestões estaduais.
Dados alarmantes sobre transparência
Entre 2021 e 2023, as polícias estaduais deixaram de responder 73% dos pedidos via Lei de Acesso à Informação. Os questionamentos abordavam investigação, controle interno e fluxo de entrada e saída de armamentos.
Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, afirmou que o percentual elevado de respostas ausentes comprova a centralidade reduzida do tema. Muitas instituições sequer produzem dados sobre armas de fogo.
Baixo investimento em delegacias especializadas
Apenas seis estados possuem delegacias especializadas em tráfico de armas (Desarmes). Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Paraíba, Ceará e Bahia integram essa reduzida lista.
Segundo especialistas, o investimento insuficiente nessas unidades reflete a diminuta relevância atribuída pelas administrações locais ao enfrentamento do problema.
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