Da Redação
Porta-aviões como ferramenta diplomática
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou estar estudando o envio de um segundo porta-aviões para o Oriente Médio. A medida ocorre enquanto Washington e Teerã preparam nova rodada de negociações diplomáticas.
O USS George Washington e o USS George H.W. Bush são os principais candidatos. Ambos estão a pelo menos uma semana de distância da região, segundo informações de autoridades americanas.
Avanços nas negociações em Omã
Omã facilitou recentemente encontros entre representantes iraniano e americano para reduzir tensões. Um assessor do líder supremo iraniano viajou a Omã para avaliar a disposição de Washington em negociar.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou haver consenso para continuar o processo diplomático. Nenhuma data foi marcada para a próxima rodada oficial.
Ameaças e ultimatos
Trump declarou à mídia israelense que os EUA precisarão “fazer algo muito duro” se não alcançarem acordo com o Irã. A declaração reflete a estratégia combinada de pressão militar e diálogo.
O presidente já apoiou bombardeios israelenses contra instalações nucleares iranianas no ano passado. Ameaças de intervenção também ocorreram durante repressão a protestos internos no Irã.
Desacordos sobre programa de mísseis
Os Estados Unidos buscam expandir negociações além de questões nucleares para limitar o arsenal de mísseis balísticos iraniano. O Irã considera seu programa de mísseis não-negociável.
Benjamin Netanyahu deve pressionar Trump durante reunião em Washington para incluir limitações aos mísseis iranianos em qualquer acordo futuro.
Questões nucleares permanecem cruciais
Washington exige que o Irã renuncie a urânio enriquecido com 60% de pureza, próximo ao nível de arma. Teerã insiste em seu direito ao enriquecimento e no levantamento de sanções.
O Irã afirmou ter interrompido atividades de enriquecimento após ataques americanos. O país mantém que seu programa nuclear é exclusivamente pacífico.
Impactos econômicos globais
Os preços do petróleo caíram nesta terça-feira em resposta às negociações diplomáticas em andamento. Operadores mantêm atenção nas tensões regionais e possíveis escalações militares.
Análises de satélite mostram aumento recente de equipamentos militares americanos na região. Mísseis foram posicionados em lançadores móveis na base de Al-Udeid, no Catar.

