Da Redação
Condições precárias na rodovia
O trecho não pavimentado da BR-174 entre Juína (MT) e Vilhena (RO) enfrenta críticas constantes pelo estado de conservação. Aproximadamente 230 quilômetros permanecem sem asfalto na principal via de escoamento do Noroeste mato-grossense. Pedras soltas e crateras aumentam significativamente o risco de acidentes graves para usuários.
O caminhoneiro Valcir Voltolini, que trafega há três décadas, relata que o terreno danifica severamente os veículos. Gastos com manutenção tornam-se elevados, atingindo R$ 2,5 mil por pneu danificado. A falta de infraestrutura compromete prazos e rentabilidade dos transportadores profissionais.
Perigos no período chuvoso
Na temporada de chuvas, o problema se intensifica com o surgimento de atoleiros extensos pela via. Motorista Leandro Alcântara relata aumento no consumo de combustível e vulnerabilidade dos condutores durante travessias. Motoristas com panes mecânicas enfrentam ausência de estrutura de apoio no trajeto.
O transporte de carga viva exige cuidados especiais para evitar acidentes graves. Motorista Paulo Sérgio Alves Martins aponta que a instabilidade da pista causa tombamentos frequentes de caminhões com gado. Profissionais retidos na lama aguardam socorro enfrentando falta de alimentos e recursos básicos.
Cobrança por providências urgentes
A prefeitura de Juína reconhece a situação emergencial embora a rodovia seja responsabilidade federal. Prefeito Paulo Augusto Veronese relata intervenções municipais em situações críticas com reboque e cascalhamento de trechos. Porém, essa assistência não substitui solução permanente do DNIT.
Administração local destaca que a precariedade afeta transporte escolar e deslocamento de ambulâncias regionais. Apoio de produtores rurais com maquinário ocorre, mas não normaliza trafegabilidade adequada. DNIT e empresas responsáveis ainda não divulgaram cronograma oficial de melhorias.
Radar364 – O Seu Portal de Notícias de Rondonópolis e Região.


