Da Redação
Ofensiva protecionista mantida
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou continuidade nas investigações sobre práticas comerciais do Brasil e China. A declaração ocorreu em 14 de janeiro de 2026, após anúncio de novas leis para elevar tarifas globais. O movimento responde diretamente à Suprema Corte americana, que havia derrubado as taxas anteriormente impostas.
O Escritório do Representante de Comércio dos EUA ratificou que apurações baseadas na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 continuam em curso. Caso constatem irregularidades, novas sanções contra produtos brasileiros podem ser aplicadas. O objetivo central é reorientar o sistema global para privilegiar indústria e trabalhadores norte-americanos.
O alvo brasileiro
A investigação contra o mercado brasileiro iniciou em julho de 2025, quando Trump notificou o presidente Lula sobre tarifa de 50%. O governo americano citou preocupações variadas, desde funcionamento do Pix e redes sociais até desmatamento ilegal e corrupção. A menção explícita ao país avisa que o Brasil permanece no foco das políticas protecionistas.
Washington pretende manter também tarifas aplicadas sob a Seção 232 da Lei de Expansão Comercial. O argumento sustenta que o déficit comercial prejudicou produção agrícola e industrial interna. A Casa Branca usa essas ferramentas legais para conter o que chama de enriquecimento de nações estrangeiras.
Déficit recorde e resistências
Porém, dados econômicos recentes mostram que a estratégia protecionista não surtiu efeito desejado na balança comercial. Em dezembro de 2025, o déficit comercial dos Estados Unidos atingiu US$ 901,5 bilhões historicamente. Críticos apontam que o isolamento comercial encareceu custos internos sem reduzir importações.
Apesar dos reveses jurídicos na Suprema Corte, Trump sinaliza que não recuará em novas apurações comerciais. A diplomacia brasileira enfrenta desafio de negociar em cenário de alta volatilidade e pressão tarifária. A expectativa agora gira em torno das conclusões técnicas do USTR nos próximos meses.
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