Da Redação
Incerteza no mercado internacional
O Reino Unido corre risco de ser o maior prejudicado no comércio global. A decisão da Suprema Corte derrubou as tarifas seletivas dos EUA que beneficiavam britânicos. O país tinha acordo de taxa recíproca de 10%, mas Trump anunciou imposição uniforme de 15% para todas as nações.
De acordo com o Global Trade Alert, Reino Unido registrará maior aumento de custos operacionais. Itália e Singapura ficam em segundo e terceiro lugares entre mais prejudicados. Brasil, China e Índia devem se beneficiar com a padronização das alíquotas.
A Câmara de Comércio Britânica estima elevação de £3 bilhões nos custos de exportação. Isso corresponde a aproximadamente US$ 4 bilhões afetando diretamente 40 mil empresas britânicas de diversos setores.
Reação do governo britânico
Autoridades em Londres tentam persuadir a administração americana a manter isenções do acordo anterior. A ministra Bridget Phillipson afirmou que o governo mantém conversas em alto nível. O objetivo é proteger o interesse nacional britânico nesse cenário desafiador.
O porta-voz do governo destacou que setores estratégicos podem manter status preferencial. Aço, farmacêuticos e automóveis são considerados essenciais para negociações. Contudo, cenário para outros produtos permanece incerto e nebuloso.
Exportadores de uísque escocês e brinquedos enfrentarão tarifas equivalentes à União Europeia. O ex-negociador Crawford Falconer ressaltou essa situação preocupante para setores tradicionais britânicos. A busca por esclarecimentos na Casa Branca tornou-se prioridade imediata.
Crise diplomática e militar
A chamada relação especial entre EUA e Reino Unido atravessa período de forte tensão. Trump criticou recentemente o acordo britânico sobre soberania das Ilhas Chagos. A demora britânica em autorizar base de Diego Garcia agravou mal-estar diplomático.
A nova política tarifária baseada na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974 vigorará por 150 dias. Durante esse período, EUA buscarão compensar perda de arrecadação causada por reduções. Analistas acreditam que conseguir atenção de Washington será desafio complexo para britânicos.
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