Da Redação
Gestão de custos e endividamento
Ampliar a área de plantio nem sempre representa solução ideal para produtor rural com margens reduzidas. Segundo Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja Brasil, decisões financeiras do auge das commodities ainda impactam o setor. Agricultores assumiram dívidas elevadas quando a soja atingiu R$ 180, mas precisam comercializar por cerca de R$ 100 atualmente.
O custo de produção atual exerce pressão severa sobre o caixa das propriedades rurais. Insumos como fósforo e potássio registraram alta média de 25% comparado ao ciclo anterior. Produtor precisa avaliar se rentabilidade atual cobre investimentos, especialmente quem não possui terra própria.
Estratégias de estabilidade
Diante da instabilidade, Galvan sugere que redução da área cultivada pode ser mais segura que expansão desenfreada. Aumentar lavoura para quitar dívidas existentes pode agravar endividamento em vez de resolvê-lo. Ele defende autofinanciamento como ferramenta de proteção, não utilizando recursos bancários desde 2005.
Uso de tecnologia e aposta na soja convencional surgem como alternativas para melhorar resultados financeiros. Modalidade oferece prêmios e remunerações superiores no mercado, apesar de riscos agronômicos específicos. Foco deve permanecer na produtividade e eficiência de gestão, evitando passos maiores que a capacidade do produtor.
Recuperação judicial no setor
Crescimento no número de pedidos de recuperação judicial reflete fragilidade do momento econômico no campo. Galvan pontua que maioria desses processos envolve produtores com múltiplos CNPJs e outras atividades empresariais paralelas. Ele defende que produtor pessoa física tenha mesmos direitos jurídicos de reestruturação que empresas comerciais.
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