Da Redação
Escalada de violência em Karachi
Protestos pró-Irã no Paquistão resultaram em pelo menos 22 mortes neste domingo, 1º de março. A violência atingiu Karachi e região norte, com mais de 120 feridos registrados. Forças de segurança enfrentaram grupos que tentavam invadir o Consulado dos Estados Unidos.
A revolta surgiu após ataques dos EUA e Israel contra o Irã, que causaram morte do aiatolá Ali Khamenei. A comunidade xiita, representando 15% da população paquistanesa, mobilizou-se em larga escala. Autoridades locais confirmam relação direta entre os eventos internacionais e protestos locais.
Ataques a órgãos internacionais
A violência se estendeu para Gilgit-Baltistan, onde 12 pessoas morreram e 80 ficaram feridas. Manifestantes atacaram escritórios da ONU e do governo paquistanês. O oficial Asghar Ali informou que grupos visaram o Grupo de Observadores Militares da ONU e o PNUD.
O porta-voz do governo, Shabir Mir, confirmou que funcionários das organizações internacionais permanecem em segurança. A cirurgiã Summaiya Syed Tariq informou que mortes em Karachi subiram para 10 após feridos graves não resistirem aos traumas.
Posicionamento do Governo
O presidente Asif Ali Zardari manifestou pesar oficial pela morte de Khamenei e enviou condolências ao Irã. O ministro do Interior, Mohsin Naqvi, apelou pela calma imediata da população. Reforçou que cidadãos não devem praticar atos de vandalismo, embora o país compartilhe tristeza do povo iraniano.
O governo intensificou policiamento para evitar novas invasões a prédios diplomáticos. Medidas de segurança reforçadas visam conter possíveis novos confrontos. Autoridades mantêm vigilância em áreas sensíveis e consulados estrangeiros.
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