Da Redação
Donald Trump recebeu a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, na Casa Branca nesta quinta-feira. O encontro foi marcado por pressão americana para apoio contra o Irã e momentos de tensão diplomática. Trump fez referência irônica a Pearl Harbor durante a conversa, gerando desconforto na comitiva japonesa.
A guerra contra o Irã é ponto central da discórdia, pois o conflito é impopular no Japão. A Constituição japonesa impõe restrições à participação em conflitos armados. Trump afirmou que Tóquio está entrando no esforço de guerra, mas cobrou maior contrapartida dos aliados.
Limites legais e acordos econômicos
Takaichi explicou as restrições jurídicas para as Forças de Autodefesa no Estreito de Ormuz. A premiê buscou equilibrar a pressão de Washington com propostas de cooperação econômica e energética. O Japão comprometeu-se a aumentar importação de petróleo americano e colaborar em tecnologia de mísseis.
A visita consolidou parcerias bilionárias no setor energético de grande magnitude. GE Vernova e Hitachi construirão reatores nucleares no Tennessee e Alabama em projetos de US$ 40 bilhões. Investimentos maciços também atingem Texas e Pensilvânia em infraestrutura de gás natural.
Fator China e segurança regional
A influência chinesa também pautou discussões entre os líderes em Washington. O Japão depende do guarda-chuva militar americano para dissuadir ameaças de Pequim e Coreia do Norte. Trump adiou visita à China para focar na guerra, mas prometeu reforçar aliança com Tóquio em futuras conversas.
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