Da Redação
Disparidade nos impactos ao agronegócio
A escalada de tensões no Oriente Médio e a continuidade do conflito russo-ucraniano afetam desigualmente a pauta exportadora brasileira. Milho, carnes e açúcar enfrentam maior vulnerabilidade geopolítica. Soja, café e suco de laranja apresentam riscos mais limitados segundo análise da Datagro.
Milho como principal fator de risco
O grão concentra 30% de suas exportações no Oriente Médio, especialmente para o Irã. Essa dependência aumenta sensibilidade a disrupções geopolíticas regionais. Possíveis consequências incluem custos logísticos elevados, restrições operacionais e pressão nos preços domésticos.
Carnes sob pressão internacional
A carne bovina tem 10% das exportações de 2025 direcionadas a zonas de conflito. O frango enfrenta dependência ainda maior, com 30% dos embarques destinados ao Oriente Médio. Ambas as proteínas sofrem riscos significativos de desestabilização comercial.
Soja mantém estabilidade relativa
O principal produto do agronegócio apresenta apenas 2,3% das exportações para regiões em conflito. A concentração em mercados como a China reduz vulnerabilidade geopolítica. Esse cenário posiciona a soja como commodity mais resiliente neste período.

