Da Redação
Desafios na rastreabilidade amazônica
Frigoríficos da Amazônia Legal enfrentam dificuldades significativas em rastreabilidade de carne. O cenário afeta o acesso ao mercado chinês, principal destino das exportações brasileiras.
Análise recente indica que muitas unidades não atendem critérios exigidos pela China. Num contexto de maior competição por cotas, a conformidade torna-se fundamental para manter posição comercial.
Panorama das plantas habilitadas
Das 31 frigoríficos autorizados a exportar para a China, 21 apresentam controle socioambiental baixo. Outros 10 registram nível muito baixo de conformidade com as normas vigentes.
Nenhuma unidade demonstrou evidências públicas de mecanismos efetivos. O controle sobre fazendas fornecedoras indiretas permanece como ponto crítico para rastreabilidade até a origem.
Capacidade produtiva sob escrutínio
Essas plantas abate 48.540 cabeças de gado diariamente, representando 57% da capacidade amazônica. Precisam se adequar a normas de rastreabilidade, transparência e compromisso com desmatamento zero.
A ausência de controle adequado configura risco comercial relevante. A seletividade crescente nas compras chinesas amplifica a necessidade de conformidade regulatória.

