Da Redação
Declaração de saída com dignidade
A ex-ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, afirmou que o assédio e a mentira não conseguem apagar a força de uma mulher. Ela fez a declaração durante cerimônia de passagem de cargo na quarta-feira (1º).
“Entrei de cabeça erguida e saio de cabeça erguida”, disse Anielle em seu pronunciamento. A ex-ministra reforçou que a verdade sempre prevalece sobre qualquer tentativa de difamação.
Planos para o futuro político
Segundo Anielle, deixou o ministério por uma missão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela pretende disputar uma vaga de deputada federal pelo Rio de Janeiro nas próximas eleições.
Rachel Barros assume a pasta
Rachel Barros, doutora em sociologia pela UERJ e ativista de direitos humanos, assumiu o ministério oficialmente. Em seu discurso, ela também criticou as ameaças à democracia através de mentiras e discriminação.
“A democracia tem sido ameaçada pela mentira, pela misoginia e pelo racismo”, destacou a nova ministra em seu pronunciamento inaugural.
Contexto das acusações
O ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, publicou vídeo se defendendo das acusações de assédio contra Anielle. A gravação ocorreu menos de 24 horas antes da cerimônia de passagem.
Almeida nega as imputações e classifica o caso como uso político. Ele argumentou ter permanecido em silêncio por respeito à lei e ao sigilo das investigações.
Andamento das investigações
A PGR denunciou Almeida ao STF por importunação sexual contra Anielle Franco. A Polícia Federal também indiciou o ex-ministro pelos mesmos crimes, incluindo acusação contra a professora Isabel Rodrigues.
O ex-ministro prometeu se defender na Justiça contra todas as acusações formalizadas contra ele.
Radar364 – O Seu Portal de Notícias de Rondonópolis e Região.

