Da Redação
A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) contemplou projeto de digitalização de acervo cinematográfico indígena. A iniciativa, aprovada no edital Cinemation de Acervo/Publicação pela Lei Paulo Gustavo, preserva três décadas de registros visuais. O trabalho documenta rituais, costumes e depoimentos do povo Xavante.
O projeto intitulado “Memória e Ancestralidade: Cosmologia indígena & imagem em movimento” registra conhecimentos ancestrais do cineasta indígena Divino Tserewahú. Os arquivos foram produzidos na Terra Indígena de Sangradouro ao longo de 30 anos. A digitalização garante a perpetuação desse patrimônio cultural.
Material entregue ao Museu do Araguaia
O acervo digitalizado foi entregue na quinta-feira, 9 de abril, ao Museu de História Natural do Araguaia. A instituição fica localizada em Barra do Garças. Cópias também serão devolvidas ao cineasta e à comunidade de Sangradouro.
As imagens preservam falas de lideranças e anciãos, muitos já falecidos. Esse acervo documenta fundamental da memória coletiva do povo Xavante. Os registros garantem que conhecimentos geracionais não se percam.
Avanço na preservação cultural indígena
A iniciativa representa progresso significativo na proteção do patrimônio cultural imaterial indígena mato-grossense. Reafirma compromisso da Secel-MT com políticas públicas de salvaguarda da diversidade cultural. O projeto contempla ainda publicação de material complementar.
A disponibilização ampliará o acesso público aos registros históricos e culturais da população originária. Desse modo, fortalece políticas de respeito e reconhecimento das comunidades indígenas do estado.
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