Da Redação
Histórico de operações iranianas
O Irã apoiou grupos armados como Hezbollah, Hamas e houthis durante décadas. Os EUA classificam Teerã como principal patrocinador estatal do terrorismo. O regime conduziu ataques em países como Argentina, Bulgária, Alemanha e Turquia ao longo dos anos.
Pergunta que intriga analistas geopolíticos
Daniel Byman, diretor do Programa de Guerra do CSIS, questiona por que o Irã não usou terrorismo em 2026. Embora tenha lançado mísseis, drones e fechado o Estreito de Ormuz, não recorreu a ataques terroristas convencionais.
Incapacidade operacional temporária
Assassinatos de líderes iranianos demonstraram penetração de inteligência americana e israelense. A campanha pode ter revelado informações sobre operações terroristas, permitindo interrupções. Comando prejudicado dificultou organização de ações enquanto líderes se escondiam de ataques aéreos.
Temor de escalada ainda maior
Ataques terroristas poderiam transformar conflito limitado em guerra existencial para o regime. Trump prometeu devastação em “civilização inteira” e atacar infraestrutura crítica. Estados Unidos enviava forças terrestres para região do Golfo.
Risco de perda de apoio internacional
Guerra contra Irã tem baixo apoio popular fora dos EUA. Ataques terroristas na Europa aumentariam hostilidade e uniriam adversários. Teerã perderia posição de vítima de agressão estrangeira e enfraqueceria esforços diplomáticos.
Planejamento de vingança futura
Irã esperou mais de um ano para tramar morte do ex-assessor John Bolton após morte de Soleimani. Atualmente pode preparar retaliação para momento oportuno, após encerramento do conflito. Vingança “é melhor servida fria”, conforme análise de Byman.
Pouca vantagem estratégica adicional
Líderes iranianos podem considerar respostas atuais suficientes para impor custos. Mísseis, drones e interrupção marítima já criam dissuasão eficaz. Terrorismo ofereceria vantagem limitada com riscos desproporcionais.
Conclusão: contenção contingente
Explicações sugerem que contenção iraniana é temporária, não permanente. Capacidades limitadas, cautela estratégica ou timing podem estar mantendo terrorismo adormecido. Lógica histórica do regime pode ressurgir em futuro próximo.

