Da Redação
A Justiça Federal autorizou a continuação do abate experimental de búfalos invasores em territórios protegidos da Amazônia. A decisão reacende o debate sobre controle de espécies exóticas em regiões de elevada sensibilidade ecológica. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) pode prosseguir com projeto piloto no Vale do Guaporé, em Rondônia, área fronteiriça com Mato Grosso.
Retomada após suspensão judicial
A operação foi inicialmente suspensa devido a questionamentos levantados pelo Ministério Público Federal (MPF). O tribunal federal reavaliou o caso e reconheceu o caráter científico e experimental do projeto. A decisão ressalta a importância de gerar dados técnicos que fundamentem estratégia permanente de erradicação da espécie invasora.
Desafios na conservação da biodiversidade
O projeto visa controlar população estimada em aproximadamente 5 mil búfalos invasores presentes em unidades de conservação. Os animais ocupam região estratégica entre a Reserva Biológica do Guaporé, a Reserva Extrativista Pedras Negras e a Reserva de Fauna Pau D’Óleo. Esse território funciona como zona de transição entre Amazônia, Pantanal e Cerrado, biomas de importância singular.
Impactos ambientais documentados
Especialistas alertam que a proliferação descontrolada desses búfalos representa ameaça significativa à biodiversidade local. Os danos ambientais incluem destruição da vegetação nativa e degradação acelerada do solo. A contenção dessa população tornou-se essencial para preservar os ecossistemas protegidos e manter o equilíbrio ambiental da região.
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