Da Redação
O Ministério das Relações Exteriores confirmou nesta segunda-feira, 27, a morte de uma mulher brasileira e seu filho de 11 anos em bombardeio israelense no sul do Líbano. O pai da família, libanês, também faleceu no ataque que atingiu a residência no distrito de Bint Jeil.
Um segundo filho do casal, também de nacionalidade brasileira, encontra-se internado em hospital. O Itamaraty não divulgou detalhes sobre a idade ou o estado clínico do jovem. A família estava em casa no momento do bombardeio.
Assistência diplomática
O Itamaraty informou estar em contato com os familiares para prestar assistência humanitária. O ministério reafirmou seu compromisso em apoiar o filho hospitalizado e coordenar as providências necessárias com autoridades locais.
Condenação do ataque
Em nota oficial, o ministério classificou o ataque como violação ao cessar-fogo em vigor. O comunicado condenou atos de ambos os lados, incluindo Israel e a milícia Hezbollah, assim como demolições de estruturas civis no território libanês.
O ministério lembrou que violações anteriores resultaram na morte de dezenas de civis libaneses, uma jornalista e dois soldados franceses da Unifil (Força Interina das Nações Unidas no Líbano).
Situação do cessar-fogo
Israel e Hezbollah estão teoricamente sob cessar-fogo iniciado em 17 de abril. O acordo expiraria no domingo, 26, mas foi prorrogado por mais três semanas, conforme anunciado pelo presidente americano Donald Trump.
Na prática, ambos os lados continuam operações ofensivas. Dados do Ministério da Saúde do Líbano, compilados pela Agence France-Presse (AFP), indicam pelo menos 36 mortos em ataques israelenses desde o início do cessar-fogo.
Contexto regional
O conflito integra a escalada de tensões envolvendo Israel, Estados Unidos, Irã e grupos aliados ao regime iraniano na região. As operações militares israelenses prosseguem apesar das negociações diplomáticas em andamento para resolução das hostilidades.
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