Da Redação
Transição por setores em análise
O presidente da comissão especial sobre o fim da jornada 6×1, Alencar Santana (PT-SP), declarou nesta terça-feira (28) à CNN Brasil que o colegiado analisa uma transição gradual por setores. Segundo Santana, grandes indústrias possuem capacidade de adaptação distinta de pequenos comércios como padarias, açougues e hortifrutis. A comissão busca um modelo que não prejudique a viabilidade do comércio menor.
Debate necessário sobre capacidades setoriais
“Nós vamos ter que conversar e debater muito sobre isso, porque a capacidade de um comércio pequeno de suportar uma mudança mais rápida é menor do que a de uma empresa que tem muitos trabalhadores. Essas realidades vamos levar em consideração para ver o que fazer, se uma transição maior ou outro tipo de medida para não comprometer a sobrevivência desse comércio menor”, afirmou Santana ao Jornal CNN Prime Time.
Sem compensação automática aos setores
O presidente do colegiado rejeitou compensações automáticas aos setores econômicos. Recordou que em 2019, durante o governo Jair Bolsonaro, a reforma previdenciária foi aprovada sem ressarcimento aos trabalhadores. “Só porque o trabalhador vai ganhar algo, não significa que o setor econômico vai perder. Por que agora tem que haver uma compensação imediata aos setores econômicos, sendo que alguns deles já recebem fortes subsídios?”, questionou.
Análise particular de cada segmento
“Logicamente, vamos precisar entender a realidade de cada setor e o porte das empresas para decidir o que fazer. Mas não pode ser automática, até porque, quando o trabalhador perdeu, não houve compensação para ele”, argumentou Santana. A posição representa rigidez na negociação com setores que pleiteiam benefícios compensatórios.
Instalação da comissão nesta quarta
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta terça-feira a indicação do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) como relator da proposta. Santana foi definido como presidente do colegiado, que será instalado nesta quarta-feira (29). A comissão contará com 38 membros titulares e igual número de suplentes.
Objetivo de aprovação em maio
O colegiado foi criado para analisar o mérito da proposta, objetivando aprovar a redução da jornada sem diminuição salarial ainda em maio. Na semana anterior, a proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que analisa a admissibilidade e conformidade constitucional.
Radar364 – O Seu Portal de Notícias de Rondonópolis e Região.


