Da Redação
O presidente da comissão da Câmara que analisa a proposta de fim da escala 6×1, deputado Alencar Santana (PT-SP), rejeitou nesta terça-feira compensação automática para empresas. Santana cuestionou a necessidade de desoneração comparando com a Reforma da Previdência aprovada em 2019 sem compensações.
“Em 2019, Bolsonaro aprovou a Reforma da Previdência sem compensações quanto à aposentadoria. Por que agora há de ter compensação? Temos que entender a realidade de cada setor, mas não pode ser algo automático”, declarou o deputado à CNN.
#### Análise setorial sem mecanismos genéricos
O parlamentar reconheceu que pequenos comércios enfrentarão dificuldades em adaptar-se rapidamente à mudança. A comissão avaliará individualmente cada setor para identificar necessidades específicas de transição.
Santana enfatizou que compensações devem ser analisadas caso a caso, sem criar desoneração em massa. “Para entender o que fazer”, explicou sobre a necessidade de estudar cada segmento separadamente antes de aprovar benefícios.
#### Pauta prioritária para 2026
O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou que o fim da escala 6×1 figura entre as prioridades legislativas do ano. A redução da jornada de trabalho é tema global que chega ao Brasil com responsabilidade.
“A pauta da 6×1 é uma das pautas mais importantes que o Congresso deve se dedicar ao longo do ano de 2026. A pauta da redução da jornada de trabalho, um tema que tem sido tratado no mundo todo, chega agora ao nosso país com a responsabilidade do Congresso conduzir essa votação com muito equilíbrio”, pontuou Motta.
#### Cronograma de votação estabelecido
A Proposta de Emenda à Constituição já chegou à Comissão de Constituição e Justiça com calendário votação definido. O presidente da Câmara pretende concluir a apreciação do texto até o fim de maio.
Motta informou que estabeleceu cronograma desde o início para evitar que o despacho da PEC parecesse medida procrastinatória. “Quando decidimos despachar a PEC 6×1 para a Comissão de Constituição e Justiça, já estabelecemos um cronograma de votação para não transparecer que o simples fato de despachar seria apenas uma medida procrastinatória para que a matéria não fosse votada”, completou.
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