A disputa entre Blake Lively e Justin Baldoni, originária do filme É Assim Que Acaba, um dos maiores sucessos de bilheteria de 2024, evoluiu para uma das mais complexas batalhas judiciais da indústria cinematográfica. Com o julgamento marcado para maio de 2026, ambas as partes agora discutem sobre testemunhas especializadas e possíveis indenizações que podem ultrapassar US$ 140 milhões. Uma conferência pré-julgamento de três horas realizada na última terça-feira evidenciou que, apesar do sucesso inicial do filme, as consequências financeiras e de reputação apenas começam a ser calculadas.
A equipe jurídica de Blake Lively apresentou estimativas de prejuízos entre US$ 39 milhões e US$ 143 milhões. Os valores fundamentam-se em três aspectos principais: impactos nas marcas pessoais da atriz, como a linha de cuidados capilares Blake Brown e a marca de bebidas Betty Booze; lucros cessantes estimados em US$ 35 milhões por uma possível sequência do filme; e oportunidades perdidas em contratos de publicidade e papéis em outras produções. A defesa de Baldoni refuta as projeções, classificando-as como inflacionadas e argumentando que o histórico de ganhos de Lively, cerca de US$ 21 milhões em oito anos, não justifica uma indenização de centenas de milhões.
O escopo do processo sofreu redução significativa. No início do mês, o juiz distrital Lewis Liman rejeitou 10 das 13 alegações originais apresentadas por Lively, incluindo acusações de assédio sexual. Com isso, o júri a ser selecionado em 18 de maio concentrará sua análise em dois pontos principais: a possível retaliação e o esforço coordenado para prejudicar a reputação da atriz. A batalha judicial promete ser uma das mais dispendiosas da indústria do cinema.


