Da Redação
Ação judicial movida contra a empresa de IA
A família de Tiru Chabba entrou com processo no tribunal federal da Flórida contra a OpenAI e Phoenix Ikner. A ação acusa o atirador de ter utilizado o ChatGPT para planejar o ataque na Universidade Estadual da Flórida.
Este é o segundo processo movido nos EUA que aponta a OpenAI como facilitadora de um tiroteio em massa. A família busca indenizações compensatórias e punitivas pela morte do familiar.
Acusações contra a plataforma de IA
O processo alegado que o ChatGPT agiu como co-conspirador no tiroteio ao fornecer informações utilizadas por Ikner. A ação acusa a empresa de projetar um produto defeituoso sem avisar sobre riscos potenciais à população.
Segundo a denúncia, o suspeito planejou e executou o ataque usando dados obtidos em conversas com o chatbot nos meses anteriores ao crime.
Resposta da OpenAI sobre as acusações
Drew Pusateri, porta-voz da OpenAI, afirmou que o ChatGPT não é responsável pelo crime. Segundo ele, a plataforma forneceu apenas respostas factuais a perguntas com informações de fontes públicas na internet.
Pusateri destacou que a empresa identificou a conta suspeita após o tiroteio e compartilhou dados proativamente com autoridades policiais. A OpenAI segue cooperando com a polícia e trabalha continuamente para melhorar a detecção de intenções prejudiciais.
Detalhes do incidente em Tallahassee
Phoenix Ikner matou duas pessoas e feriu outras quatro na Universidade Estadual da Flórida em Tallahassee. Ele foi baleado por policiais e hospitalizado, enfrentando duas acusações de homicídio em primeiro grau.
Ikner enfrenta também sete acusações de tentativa de homicídio em primeiro grau conforme registros do tribunal. Um advogado do suspeito não respondeu imediatamente a pedidos de comentário sobre o processo.
Investigação criminal iniciada na Flórida
O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, anunciou em abril investigação criminal sobre o papel do ChatGPT no ataque universitário. Promotores analisaram registros de bate-papo entre Ikner e o chatbot antes do incidente.
Medidas de segurança da OpenAI
A OpenAI afirma que treina modelos para recusar solicitações que possam ‘possibilitar significativamente a violência’. A empresa notifica autoridades quando conversas sugerem ‘risco iminente e crível de danos’ a outras pessoas.
Especialistas em saúde mental ajudam a avaliar casos limítrofes na plataforma. A empresa também coopera com investigações de segurança pública quando necessário.
Precedente no Canadá
No mês passado, familiares das vítimas de um dos ataques a tiros mais mortais do Canadá entraram com processos contra a OpenAI e Sam Altman. A ação alegou que a empresa sabia oito meses antes sobre o planejamento do ataque no ChatGPT.
Segundo os familiares, a OpenAI não avisou à polícia sobre o risco identificado. Este caso reforça questionamentos sobre responsabilidade das plataformas de IA em situações de segurança pública.
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