Da Redação
A rede elétrica de Cuba registrou colapso parcial na manhã desta quinta-feira (14), informou a operadora UNE. O incidente deixou toda a região leste do país sem fornecimento de energia.
Autoridades restauraram energia para alguns serviços essenciais durante a manhã. Contudo, grande parte do leste cubano permanecia sem eletricidade ao meio-dia.
Crise energética agravada
A ilha caribenha enfrenta situação crítica com população sofrendo apagões de 20 horas diárias ou mais. O calor do verão intensifica a demanda por eletricidade na região.
A crise energética piorou drasticamente desde janeiro deste ano. Naquele período, o presidente dos EUA ameaçou impor tarifas contra fornecedores de combustível para Cuba.
Bloqueio de combustível
Venezuela e México reduziram significativamente as remessas de petróleo para a nação caribenha. O ministro cubano de Minas e Energia confirmou falta total de óleo combustível e diesel na ilha.
O governo cubano atribui a crise ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos. A medida prejudica a geração de energia essencial para o funcionamento da rede elétrica nacional.
Protestos crescem em Havana
Manifestações generalizadas eclodiram na noite de quarta-feira (13) em várias regiões de Havana. Moradores protestam contra cortes que prejudicam alimentos congelados e impedem o descanso adequado.
Um pequeno empresário de 55 anos afirmou pouca esperança para o futuro. Segundo ele, a economia cubana “chegou ao fundo do poço”.
Posicionamento internacional
A Organização das Nações Unidas condenou o bloqueio de combustível na semana passada. A entidade considerou a medida ilegal e violadora de direitos fundamentais da população cubana.
A ONU argumenta que o bloqueio obstrui direitos ao desenvolvimento, alimentação, educação, saúde e saneamento básico dos cidadãos.
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