*Da Redação*
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, descartou riscos de disseminação de hantavírus no Brasil nesta sexta-feira (15). Segundo o ministro, a cepa Andina responsável pelo surto em cruzeiro nunca circulou no país.
Declaração do ministro
Padilha ressaltou que o Brasil registra entre 50 e 70 casos anuais de hantavírus. A cepa Andina é o único registro mundial de transmissão humana da doença e não oferece risco ao território nacional.
“O que aconteceu no cruzeiro não tem o menor risco de trazer para o Brasil”, afirmou o titular da pasta durante coletiva de imprensa na capital federal.
Situação epidemiológica atual
Em 2026, o Brasil registrou um óbito e sete casos de hantavírus, indicando tendência de redução segundo dados oficiais. Desde 1993 até dezembro de 2025, foram confirmados 2.412 casos e 926 mortes no país.
O ano de 2025 apresentou os menores índices da série histórica recente, com apenas 35 casos e 15 óbitos notificados.
Análise de especialista
A infectologista Luana Araújo avaliou o hantavírus como risco baixo para a saúde pública mundial em entrevista ao programa Hora H em 8 de fevereiro. A médica analisou o surto no navio e os dois casos confirmados domesticamente.
Morte em Minas Gerais
Um homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba em Minas Gerais, faleceu após diagnóstico de hantavírus. O paciente havia mantido contato com roedor silvestre em ambiente rural.
Os primeiros sintomas surgiram em 2 de fevereiro com cefaleia intensa. A doença evoluiu com febre, dores musculares e articulares quatro dias depois, levando ao óbito em 8 de fevereiro.
Tranquilização à população
O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, esclareceu que não há transmissão interpessoal de hantavírus. O vírus circula apenas em roedores silvestres, segundo informações oficiais.
A Secretaria de Saúde mineira continua monitorando a ocorrência de contaminações pelo agente viral no estado.
Fonte: CNN Brasil
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