Da Redação
Fumaça sobe após uma explosão no Líbano, vista do lado israelense da fronteira com o Líbano – 03/05/2026 (Foto: REUTERS/Shir Torem)
Posição americana
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, manifestou neste domingo apoio integral ao governo libanês. Washington rejeita as ameaças do Hezbollah de derrubada do poder, considera-as infundadas e sem perspectivas de êxito prático.
A declaração ocorreu horas após o líder do grupo xiita apoiado pelo Irã, Naim Qasem, rejeitar desarmamento e pressionar Beirute para abandonar negociações com Israel.
Críticas do Departamento de Estado
“A era em que um grupo terrorista mantinha uma nação inteira como refém está chegando ao fim”, escreveu Rubio em comunicado oficial. O secretário acusou o Hezbollah de descumprir solicitações das autoridades libanesas.
Washington aponta que o grupo ignora pedidos para cessar ataques e respeitar o cessar-fogo. Segundo os americanos, continua bombardeando posições israelenses e deslocando combatentes e armamentos para o sul do país.
Posição do Hezbollah
Em discurso televisionado, Naim Qasem afirmou que a entrega de armas equivaleria à destruição do grupo. “O desarmamento é aniquilação, e não podemos aceitá-lo”, declarou o líder xiita.
Qasem pediu que Beirute abandone conversas com Israel imediatamente. Espera que um possível acordo entre Washington e Teerã inclua também uma trégua no território libanês.
Contexto regional
A declaração ocorre em momento de escalada envolvendo Israel, Irã, Líbano e grupos aliados a Teerã. O presidente dos EUA, Donald Trump, informou no fim de semana que negociações com Teerã avançam.
Uma nova rodada de negociações entre Líbano e Israel está agendada para junho, em Washington. As conversas ainda dependem de definições finais entre as partes envolvidas.
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