Da Redação
Fumaça sobe após explosão no Líbano, vista do lado israelense da fronteira – 03/05/2026 (Foto: REUTERS/Shir Torem)
Militares israelenses ampliaram operações terrestres no sul do Líbano além da Linha Amarela. A demarcação foi estabelecida por Israel vários quilômetros dentro do território libanês após cessar-fogo de 16 de abril com o Hezbollah, conforme informado nesta terça-feira.
Zona de amortecimento e avanço militar
A Linha Amarela distingue-se da Linha Azul, demarcada pela ONU e que marca fronteira pós-2000. A zona tampão proposta estende-se de cinco a dez quilômetros no sul libanês, onde tropas israelenses operam em dezenas de vilarejos.
Fontes não forneceram detalhes específicos sobre extensão do avanço além dessa linha de demarcação estabelecida previamente.
Justificativa das operações israelenses
Oficial militar israelense afirmou que forças operam direcionadamente para remover ameaças diretas aos cidadãos israelenses. Os soldados atuam conforme diretrizes estabelecidas pelo escalão político do país.
Benjamin Netanyahu declarou na segunda-feira que Israel intensificaria ataques contra o Hezbollah. Autoridade americana alertou que grupo apoiado pelo Irã ignorava avisos para interromper ataques.
Operações em andamento e resposta do Hezbollah
Netanyahu informou que militares operam com grandes forças em terra e assumem controle de áreas estratégicas no sul libanês. O comunicado enfatizou a magnitude das operações em desenvolvimento.
Hezbollah atacou forças israelenses com drones explosivos, foguetes e artilharia direcionados à cidade de Zawtar al-Sharqiya. Exército israelense respondeu com ataques a várias cidades do sul e Vale de Bekaa.
Balanço de vítimas e impacto humanitário
Ministério da Saúde do Líbano contabiliza 3.213 mortos e 9.737 feridos desde 2 de março até 26 de maio. Números refletem ofensiva israelense com duração superior a dois meses.
Militares israelenses afirmam que Hezbollah lançou drones explosivos contra tropas e cidades do norte de Israel. Pelo menos onze soldados israelenses foram mortos desde o cessar-fogo.
Organização Mundial da Saúde registrou 608 mortes no Líbano em ataques israelenses após trégua. Hezbollah não divulgou números das próprias perdas militares.
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