Da Redação
Os Estados Unidos podem remover organizações da lista de entidades terroristas do Departamento de Estado. Essa prática, embora rara, ocorre quando circunstâncias mudam significativamente ou cessa a ameaça à segurança nacional americana.
Removido da lista em 2024
O governo Trump removeu a Hayat Tahrir al-Sham (HTS) da relação de organizações designadas como terroristas. O grupo sunita foi braço oficial da Al Qaeda na Síria até romper laços em 2016.
A decisão fundamentou-se na mudança das circunstâncias que originaram a designação. O secretário de Estado pode revogar qualquer designação considerando que a segurança nacional americana não enfrenta mais riscos.
Papel na queda de Assad
A HTS foi organização principal responsável pela deposição do ditador sírio Bashar al-Assad no final de 2024. O grupo assumiu o poder na Síria no ano seguinte, encerrando uma longa guerra civil.
Em 2025, o líder Ahmed al-Sharaa declarou intenção de construir Síria inclusiva e democrática. Ele prometeu abandonar a violência e se reuniu com Trump em Riad, na Arábia Saudita.
A retirada da HTS da lista entrou em vigor em 8 de julho, após o grupo anunciar sua dissolução formal.
Contraste com cartéis de drogas
A administração Trump adota postura mais rigorosa com grupos ligados ao narcotráfico internacional. A política tem sido adicionar novas organizações à lista, nunca remover.
Em fevereiro de 2025, foram designados terroristas os cartéis de Sinaloa, Jalisco Nova Geração, Noroeste e Golfo. Também inclusos: Nueva Familia Michoacana, Carteles Unidos e Tren de Aragua.
Setembro somou à relação Los Choneros, Los Lobos e Barrio 18. Janeiro adicionou Clã do Golfo e Cartel de Los Soles. Maio acrescentou brasileiros PCC e CV.
Critérios para designação
Organizações estrangeiras entram na lista quando se envolvem em atividades terroristas ou mantêm capacidade e intenção para tanto. Devem ameaçar segurança de cidadãos americanos ou segurança nacional.
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