*Da Redação*
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu nesta sexta-feira à decisão americana de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas. O mandatário expressou tristeza com a medida e cobrou respeito à soberania nacional.
“Não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como republiqueta. O Brasil é um país muito grande”, afirmou Lula em Sergipe, durante visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados. O presidente rejeitou a interferência estrangeira em decisões de segurança interna.
Reconhecimento da ameaça terrorista
Apesar da crítica ao governo americano, Lula reconheceu a natureza criminosa das facções. Segundo o presidente, as organizações são terroristas para as comunidades brasileiras e para a população periférica.
“Comando Vermelho e PCC são terroristas, mas para as comunidades brasileiras. Incomodam famílias, bairros e cidades. Vamos combatê-los aqui dentro”, declarou Lula. O governo aprovara legislação específica contra facções e crime organizado.
Críticas do governo brasileiro
O governo brasileiro emitiu nota atacando integrantes da família Bolsonaro por supostamente defenderem intervenção estrangeira. A nota chamou os filhos do ex-presidente de “falsos patriotas” que manipulariam conceitos de segurança pública.
“É deplorável que integrantes da família Bolsonaro viajem aos EUA para defender intervenção externa”, informou o governo. A crítica faz referência a posicionamentos anteriores sobre tarifação comercial.
Designação americana
Os Estados Unidos classificaram as duas facções como “terroristas globais especialmente designados” e “organizações terroristas estrangeiras”. O governo americano considera ambas entre as organizações criminosas mais violentas da região.
A decisão foi comunicada quinta-feira pelos órgãos competentes americanos. As designações trazem implicações para operações e financiamento internacional das facções.
Fonte: Jovem Pan
Radar364 – O Seu Portal de Notícias de Rondonópolis e Região.

