*Da Redação*
A pecuária brasileira enfrenta variações topográficas significativas, do Pantanal às regiões montanhosas do Centro-Oeste. Entre criadores, persiste questão sobre criar gado em terrenos íngremes danificar a carne. Especialistas em zootecnia e ciência de alimentos refutam essa crença tradicional.
Fisiologia e exercício físico
O exercício moderado em superfícies declivosas estimula circulação sanguínea e tônus muscular bovino. Contudo, isso não prejudica a qualidade final da proteína quando o manejo está adequado. Zootecnista Josmar Almeida, da consultoria Gerente de Pasto, afirma que topografia acidentada isoladamente não enrijece musculatura prejudicando o produto.
Pesquisas da Embrapa
Estudos da Embrapa indicam que atividade física provoca leve incremento na síntese de colágeno. Em animais jovens, esse colágeno é termolábil e quebra facilmente durante cozimento acima de 65°C, transformando-se em gelatina. O colágeno termoestável, responsável por rigidez, acumula apenas com avanço da idade de abate.
Fatores determinantes
Nutrição, idade de abate e manejo pré-abate constituem os verdadeiros fatores determinantes para qualidade da carne. Relevo de pastagem não figura entre elementos decisivos para maciez e palatabilidade do produto final.
Fonte: CompreRural
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