Da Redação
Pesquisa conduzida por cientista brasileiro demonstra que alunos universitários usuários de ChatGPT retêm menos conhecimento que estudantes com métodos tradicionais. O trabalho acadêmico foi divulgado na revista Science Direct. Acompanhou-se 120 estudantes de Administração de Empresas durante processo de aprendizagem.
Resultados Expressivos
Alunos sem uso de inteligência artificial atingiram 68,5% de acertos em avaliação realizada 45 dias após estudos. Os que utilizaram ChatGPT obtiveram índice de 57,5%. André Barcaui, professor e pós-doutorado em Inteligência Artificial pela UERJ, explicou fenômeno. Conforme o pesquisador, a ferramenta funciona como “muleta cognitiva” para o aprendizado.
Problema na Substituição do Pensamento
“Não é problema ter acesso à informação extraordinária. O problema ocorre quando ela substitui seu próprio pensamento”, afirmou Barcaui. Segundo análise publicada, inteligência artificial reduz processos mentais essenciais para consolidação de memória. Recuperação ativa de informações e esforço cognitivo são comprometidos.
Tempo de Estudo Divergente
Estudantes com IA dedicaram 3,2 horas ao aprendizado, enquanto grupo tradicional investiu 5,8 horas. Porém, diferença temporal não explica completamente resultado obtido. O pesquisador também alertou sobre risco de “competência emprestada”. Nesse caso, o aluno sente domínio do conteúdo sem realmente internalizá-lo.
Fonte: Olhar Digital
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