Da Redação
Relatórios preliminares da Polícia Federal indicam que Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Mater, repassava R$ 400 mil mensais a grupo criminoso. Os pagamentos eram feitos através de intermediários para obtenção de informações classificadas e monitoramento de investigações.
A Operação Compliance Zero, coordenada pela PF, revelou também ações de intimidação contra desafetos do banqueiro. O ministro André Mendonça do STF divulgou os documentos na última terça-feira, 16 de janeiro.
Estrutura do grupo criminal
Segundo a corporação, o grupo denominado “A Turma” era liderado pelo policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. Felipe Mourão, alcunhado de “Sicário”, atuava como coordenador das operações criminosas.
Felipe Mourão e Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, operavam como responsáveis pelos repasses financeiros ao núcleo. As investigações revelaram participação direta de ambos na estrutura de pagamentos.
Atividades identificadas
Os integrantes acessavam informações sobre inquéritos e processos judiciais protegidos por sigilo. Também utilizavam sistemas restritos para levantamento de dados e praticavam intimidação contra pessoas que representavam ameaça a Vorcaro.
A corporação apurou que o grupo manteve operações ativas mesmo após as deflagrações das duas primeiras fases da operação federal de investigação.
Integrantes e valores movimentados
Os investigadores identificaram os policiais federais Marilson Roseno da Silva, Sebastião Monteiro Júnior e Anderson Wander da Silva Lima como participantes. O operador do jogo do bicho Manoel Mendes Rodrigues também integrava o grupo.
A PF indica existência de entre quatro e seis integrantes ainda não identificados. Os nomes dos demais participantes continuam sob investigação das autoridades federais.
Fluxo de recursos financeiros
Os R$ 400 mil mensais eram distribuídos entre os membros do grupo de forma igualitária. Os recursos originavam-se de transferências de aproximadamente R$ 1 milhão mensais provenientes de empresas vinculadas ao grupo de Vorcaro.
A empresa King Participações Imobiliárias Ltda., controlada por Felipe Mourão, funcionava como intermediária dos repasses. Super Empreendimentos e Participações S.A. era a principal origem dos recursos desviados.
Conforme estimativas da Polícia Federal, o grupo recebeu aproximadamente R$ 9,6 milhões entre 2023 e 2025. O período investigado compreende os últimos dois anos de operações do esquema criminoso.
Fonte: CNN Brasil
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