Da Redação
O rover Perseverance, da NASA, identificou carbono orgânico complexo em duas rochas sedimentares localizadas na cratera Jezero, em Marte. A análise examinou argilitos da região conhecida como Bright Angel, associada a um antigo sistema fluvial do planeta. Os resultados foram divulgados na revista Science Advances em 24 de junho.
Instrumento de ponta analisa composição das rochas
O equipamento SHERLOC utilizou lasers para mapear compostos químicos presentes nas rochas marcianas. As medições registraram centenas de detecções de carbono em material rochoso previamente considerado promissor na busca por evidências de vida primitiva. Os pesquisadores observaram características que podem estar associadas a processos biológicos antigos, embora explicações não biológicas também sejam viáveis.
Diferenças significativas entre as amostras coletadas
As duas amostras apresentam composições distintas: em uma, o carbono está predominantemente vinculado a silicatos; na outra, encontra-se associado a sulfatos e carbonatos. O material analisado demonstra preservação relativa contra degradação provocada por radiação e oxidação. Estruturas nos sedimentos assemelham-se a padrões observados na Terra, ligados à atividade de microrganismos em ambientes antigos.
Cientistas mantêm posição cautelosa sobre conclusões
A detecção de carbono orgânico não constitui prova definitiva de vida marciana passada. Compostos orgânicos podem originar-se por mecanismos não biológicos, incluindo reações geológicas ou deposição de meteoritos. A área investigada já havia despertado interesse científico pela presença da rocha Cheyava Falls, que exibe marcas denominadas leopard spots, potencialmente indicadoras de processos geológicos ou biológicos.
Fonte: Olhar Digital
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