Da Redação
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou o Curso de Atendimento à Mulher em Situação de Violência durante esta semana. A iniciativa foi promovida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), com apoio da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), em Cuiabá.
Profissionais de segurança participam de qualificação
O treinamento ocorreu de 22 a 26 de junho na Escola Superior de Contas do Estado (TCE-MT). Reuniu 41 profissionais das instituições de segurança pública estaduais. Participaram representantes do CBMMT, Polícia Militar de Mato Grosso, Polícia Judiciária Civil e Perícia Oficial e Identificação Técnica.
Atendimento humanizado e articulação institucional em foco
A capacitação enfatizou o aperfeiçoamento do atendimento às mulheres em situação de violência. Fortaleceu também a atuação integrada entre instituições que compõem a rede de proteção às vítimas.
Os participantes tiveram acesso a palestras e debates sobre direitos das mulheres, Lei Maria da Penha, questões de gênero, atendimento sem revitimização, avaliação de risco. Discutiram ainda a atuação dos órgãos na rede de enfrentamento à violência contra a mulher.
Estado intensifica políticas de combate à violência
A coordenadora do curso, tenente-coronel BM Karina Matos, ressaltou que a capacitação integra ações desenvolvidas pelo Estado. O objetivo é fortalecer o enfrentamento à violência e qualificar o atendimento dos órgãos públicos.
“O Estado de Mato Grosso vem desenvolvendo políticas públicas articuladas e monitoradas pelo Gabinete de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher. Essa capacitação faz parte das estratégias para diminuir índices de violência”, afirmou.
Bombeiros como porta de entrada do sistema de proteção
Sob gestão do comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, a corporação intensificou ações de prevenção. Inclui capacitação de militares para acolhimento e orientação de vítimas.
“Muitas vezes, os Bombeiros prestam o primeiro atendimento à vítima. Nosso objetivo é identificar situações de violência, acolher e orientar sobre serviços disponíveis. Esse primeiro atendimento permite que a mulher entre na rede de proteção e receba suporte para sair do ciclo de violência”, destacou.
Conhecimento técnico e abordagem sensível complementam capacitação
Segundo a diretora de Ensino e Pesquisa da Senasp, Michele Gonçalves dos Ramos, a capacitação melhora a resposta estatal. Proporciona aos participantes habilidades para lidar com vítimas de forma sensível e eficaz.
“Inclui sensibilização dos agentes de segurança e aplicação correta das normas vigentes. Profissionais estarão mais preparados para encaminhamento aos serviços de apoio, fortalecendo a atuação em rede dos órgãos envolvidos na proteção de mulheres”, disse.
Perspectiva operacional valoriza aprendizado prático
A soldado BM Eleni Nunes, que atua em atendimento pré-hospitalar, destacou que o curso qualifica profissionais na linha de frente. Ressaltou a importância de estar preparado para reconhecer sinais de violência.
“Somos frequentemente os primeiros em contato com a vítima e precisamos acolher adequadamente. Muitas vezes a violência não deixa marcas físicas visíveis, mas deixa marcas emocionais profundas. Esse acolhimento adequado faz diferença para que a mulher receba apoio necessário”, destacou.
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