Da Redação
A área destinada ao cultivo de algodão em Mato Grosso na safra 2025/26 será 7,28% menor comparada à temporada anterior. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária divulgou a projeção nesta segunda-feira, apontando retração motivada por rentabilidade insuficiente. Os baixos patamares de preços e custos de produção elevados explicam a decisão dos cotonicultores.
Área reduzida para plantio
O Imea projeta 1,43 milhão de hectares para semeadura de algodão nesta safra. Este número representa redução de 1,74% em relação à previsão de novembro anterior. A extensão menor reflete as dificuldades enfrentadas pelos produtores no cenário atual.
O atraso na semeadura da soja impactou diretamente a agenda do algodão em algumas regiões. Climático, este atraso comprimiu significativamente a janela de plantio disponível para os cotonicultores mato-grossenses.
Produtividade mantida, produção em queda
A expectativa de produtividade permanece em 290,74 arrobas por hectare, índice 7,74% inferior ao da safra passada. O instituto fundamenta a projeção na média ponderada dos anos anteriores. A redução de área associada à produtividade menor resulta em queda significativa da produção total.
A produção de algodão em caroço está estimada em 6,26 milhões de toneladas, retração de 14,46% frente à safra 2024/25. Deste volume, a pluma deve totalizar 2,58 milhões de toneladas em Mato Grosso.
Soja mantém área projetada
Apesar da irregularidade das chuvas na semeadura da soja, o Imea manteve as projeções de área em 13,01 milhões de hectares. Produtividade esperada segue em 60,45 sacas por hectare, com produção total estimada em 47,18 milhões de toneladas.
As precipitações acumuladas em novembro aumentaram comparadas a outubro, reduzindo o estresse hídrico observado nas lavouras. O avanço da semeadura foi possível em diversas regiões, embora a distribuição irregular das chuvas ainda exija vigilância dos produtores.
Milho com produção menor
A projeção para milho mantém área em 7,39 milhões de hectares com produtividade média de 116,61 sacas por hectare. A produção estimada é de 51,72 milhões de toneladas, 6,70% menor que na safra 2024/25.
O instituto destaca que a expansão da área de milho segue sustentada pela maior demanda interna. A valorização dos preços mantém produtores estimulados a ampliar o plantio frente ao ciclo anterior.
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