Da Redação
Mato Grosso, que exporta mais de US$ 27 bilhões anualmente, ganhou seu primeiro escritório da ApexBrasil. A unidade funciona na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e visa qualificar empresas, atrair investimentos e promover setores estratégicos. O espaço também abre oportunidades para pequenos produtores acessarem mercados internacionais.
O presidente da Agência, Jorge Viana, destaca que a iniciativa representa reconhecimento ao trabalho desenvolvido no estado. A ApexBrasil reúne anualmente adidos agrícolas, considerados embaixadores do agronegócio, que abrem caminhos para negócios no exterior.
Programas de qualificação e eventos comerciais
O escritório funcionará dentro do AgriHub, na Famato, com foco em apoiar empresas locais. Em janeiro, será iniciado o programa Qualifica e Exportação, que preparará cem empresas de diversos setores para exportação.
A agência planeja realizar o evento Exporta Mais em abril, trazendo compradores de pelo menos dez países a Cuiabá. O escritório também facilitará participações em feiras internacionais, como Gulfood nos Emirados Árabes e Anuga na Alemanha.
Convênios estratégicos assinados
Na inauguração, realizada em 24 de novembro, foram assinados três convênios somando R$ 42,5 milhões. As parcerias envolvem a Abrapa (algodão), Unem (etanol de milho) e setor de feijões, reforçando ações rápidas da Apex em Mato Grosso.
Apoio a pequenas e médias empresas
Viana reforça que 54% das mais de vinte mil empresas atendidas anualmente pela Apex são micro e pequenas. O novo escritório acolherá produtores de mel, especiarias e diversos segmentos que desejam exportar.
O espaço funcionará como ponto de apoio direto, facilitando acesso a informações e parcerias para quem busca internacionalizar seus negócios.
Desafios climáticos e perspectivas para 2025
O presidente da ApexBrasil destaca crises climáticas como ameaças permanentes às exportações. Ele ressalta que o Brasil abriu mais de cem mercados em 2025, apesar das dificuldades.
O país conseguiu crescer mesmo com queda de preços de commodities, mantendo saldo positivo. Viana menciona revisão tarifária do governo Trump favorável ao agronegócio e espera pela aprovação do acordo Mercosul-União Europeia.
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