Da Redação
O Brasil conquistou a posição de maior exportador mundial de teca plantada em volume. O país consolidou uma área de cultivo de 100 mil hectares, dos quais 90 mil estão em fase produtiva. A Índia, Vietnã e China lideram as compras da madeira brasileira em tora bruta.
Vantagens produtivas no solo brasileiro
A eficiência do setor resulta da rapidez do ciclo de colheita em terras nacionais. A teca plantada atinge o ponto ideal em apenas 20 anos, enquanto espécies nativas exigem um século. De acordo com Fausto Takizawa, presidente da Arefloresta, a árvore cresce quatro vezes mais rápido que as demais.
O metro cúbico da madeira bruta oscila entre US$ 150 e US$ 600 atualmente. Como a cotação ocorre em dólar, o mercado interno enfrenta dificuldades para competir com compradores estrangeiros. Dessa forma, a maior parte da produção segue para o exterior, limitando ofertas à indústria moveleira nacional.
Alternativas de renda complementar
Para garantir fluxo de caixa antes do corte final, produtores investem na fabricação de mourões. Essa alternativa utiliza partes da planta sem qualidade para exportação, transformando o que seria lenha em produto lucrativo. A durabilidade natural do cerne garante viabilidade comercial para o mercado agropecuário.
O investimento exige fôlego financeiro considerável do produtor rural. O custo de implantação por hectare gira entre R$ 25 mil e R$ 30 mil ao longo do ciclo completo. Nos primeiros cinco anos, a planta exige cuidados intensivos com adubação e controle rigoroso de pragas.
Desafios energéticos e perspectivas futuras
Mato Grosso enfrenta um paradoxo no setor de eucalipto simultaneamente. Existe alta demanda por biomassa nas usinas de etanol de milho, mas taxas de juros elevadas desestimulam novos plantios. O setor defende a modernização do Plano de Suprimento Sustentável para garantir segurança energética.
A integração entre indústria e produtores surge como caminho para ocupar solos arenosos de forma lucrativa. A Arefloresta ressalta que políticas públicas eficientes são fundamentais para manter competitividade das esmagadoras e frigoríficos. Uma base florestal sólida sustenta o crescimento de longo prazo na região.
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