Da Redação
A escalada dos conflitos no Oriente Médio, aliada à guerra entre Rússia e Ucrânia, revela fragilidades nas exportações do agronegócio brasileiro. Análise da Datagro aponta milho, carnes e açúcar como produtos mais vulneráveis a turbulências geopolíticas. Soja e café devem sofrer impactos menores.
Milho em situação crítica
O Oriente Médio absorve cerca de 30% das exportações brasileiras de milho, particularmente com destino ao Irã. A concentração nestes mercados amplifica riscos de interrupção. Possíveis consequências incluem aumento de custos logísticos, travamentos operacionais e pressão aos preços internos no segundo semestre.
Proteína animal sofre pressão direta
A carne de frango apresenta vulnerabilidade ainda mais aguda: 30% das vendas brasileiras vão para o Oriente Médio. A carne bovina, com 10% dos embarques destinados a regiões em conflito, enfrenta riscos indiretos. Fretes e custos de seguro tendem a aumentar significativamente.
Açúcar em risco moderado
O açúcar domina 51,5% do mercado global, mas 17,1% de suas exportações são direcionadas à região conflituosa. A demanda mundial oferece margem de realocação de volumes. Ainda assim, disruções logísticas podem impactar rentabilidade.
Soja menos exposta
A soja em grão apresenta exposição reduzida, com apenas 2,3% das vendas para Oriente Médio, Rússia e Ucrânia. Os impactos esperados concentram-se em encarecimento de fretes. A commodity mantém demanda diversificada globalmente.
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